Saturday, 28 July 2007

gomas

Sinto um desespero grande, sinto-o de vez em quando, não sei muito bem porquê. Desconfio que apareça em momentos de pequena solidão. Não gosto, não sei estar sozinha. Aparentemente os flashes não me atraem mas, quando cruzam o ar e param em mim, sinto-me bem. Gosto de ser apaparicada, daí que os momentos antes de adormecer e depois de acordar, me assustem.
Assustam também porque trazem com uma corrente de ferro, grossa, que há muito soltei, a tua habilidade para a solução. Não que não existam outras fontes, mas essa será sempre a mais fácil e, para não variar, lembro-me de ti. Com rancor.
Os dias fizeram-me esquecer de um caderno onde tinha por hábito escrever mensagens e pensamentos de momento. Nunca estive só, nunca consegui. Por várias vezes necessitei de mais do que uma pessoa, num só dia, naquele dia específico, que me dissesse algo que eu queria ouvir. Depois durava até eu esquecer. Falhou então alguma introspecção que, mesmo não sendo renegada, será sempre posta em cheque quando confrontada com o papel, e a caneta dura no papel. Porque não consigo ser exactamente o que quero? Se é o raciocínio que me comanda e as emoções fazem parte de um pack suplemento, nunca vendido em separado, faria sentido que elas seguissem a ordem do pensamento, com atraso maior ou menor, mas ténue sintonia transversal.
A verdade é que não há maneira de sair da garganta tudo o que quero dizer a mim mesma e berrar a quem não queira ouvir. Frustração por ponderar algo que não existe, alguém que não seguiu o mesmo caminho, mudou de rota, e agora não quero conhecer a diferença por só poder ser pior, e aqui entra a minha incapacidade de lidar com o pior. Não com o mau.
Depois de ler as marcas da caneta da cabeceira, voltei a entender a dimensão do meu castelo - gigante. Fiz por esquecer a capacidade de erguer e chego mesmo à conclusão que deixei de acreditar nela. Passei a acreditar no quotidiano, naquilo que toda a gente fala, no vulgar; para que tudo o que venha por acréscimo seja um ganho maior. Mas está mal, não me sinto eu. Para mim, maior era e vai ser aquilo que eu quero e faço no mesmo momento em que o sinto, para mim nunca será igual, para mim flores?
Então porquê, não com 22 anos, mas desde que me conheço, sofro? Porque não consigo desligar as correntes de metal? Porque é que toda a gente consegue, menos eu? Porquê sempre a instatisfação? Porquê a injustiça? Às vezes parece que não vou aguentar mais, mas não sei como acaba. Simples, não é suposto ser, mas havia de existir um manual básico...
Fazias-me esquecer tudo isto, davas-me a volta com uma pinta. E eu gostava. Sabia perfeitamente que nada desaparecia, mas rendia-me à simplicidade do toque e esvaziava no teu peito.
E agora, onde estás?

Friday, 13 July 2007

the body breaks

The body breaks and the body is fine
I'm open to yours and I'm open to mine
The body aches and that ache takes it time
But you'll get over yours and I'll get over mine
And the sun will shine
And the moon will rise

The body calls
Yeah the body it calls out
It whispers at first but it ends with a shout
The body burns
Yeah the body burns strong
Until mine is with yours
Then mine will burn on
My flesh sings out
It sings honey come put me out

The body sways like the wind on a swing
A bridge through a hoop
Or a lake through a ring
The body stays and then the body moves on
And I'd really rather not dwell on when yours will be gone
But within the dark
There is a shine
One tiny spark
That's yours and mine