Quando dizer que não? Quando desistir? Como se acredita num não que não se pode ver? Um sim é fácil, está provado (ao contrário da ciência), agora um não... Como é muito menos dito, muito menos ouvido e ainda menos acreditado, dá azo a especulações, sonho. E quanto mais alto se sobe, já sabemos. Agora, subir, é maravilhoso. A estúpida capacidade sobrehumana de filtrar e pôr de lado o indesejado traz uma subida em furacão, alimentada pelas poucas mas boas recordações que diriam sim sim! sim! Resta o vazio que não diz nada, esse que atrapalha todos os planos e que, quando vem o precioso silêncio, não deixa concentrar. Então, após alguns suspiros, recomeça a subida fácil de quem esquece e relembra o que apetece.
Não me apetecia nada parar. Sei que me vais voltar a obrigar a subir, sei que nunca me dirás onde é o topo, sei que vou voltar a cair. É uma questão de probabilidades. Entendo que não imaginas o peso que cresce a cada palavra, não há intenção. Pelo mesmo lado (o único), vejo mais medo do que eu própria conheço, espero que o dia em que dás o salto chegue, porque é obrigatório que chegue, e, enquanto isso, vou adiando o meu salto, esse que não pode ser adiado porque já aconteceu há muito, não contigo. E tudo isto faz-me retroceder e sentir-me uma criança à espera do nada. Não está em mim esperar que aconteça, só que também não está em mim a missão do primeiro passo. Isso não. Essa é uma prova que terás que superar, com ou sem mim. Essa, dou-te de bandeja, para que tires nota máxima e deixes de duvidar de ti mesmo. Assusta-me pensar que não és de 20's. No fundo, sei disso. Mas fascina-me essa bondade, inocência de um homem que quer continuar miúdo, que faz por paixão aquilo em que acredita, sem saber ainda muito bem como o fazer. Fascinas-me porque não me queres fácil e, ainda por cima, não por cliché. Contigo não há mentira, não existem palavras de legenda ou de rodapé, não disfarças, não me dizes nada que soe melhor do que já tenha ouvido, assim como não há nada que tenha mais significado. Vejo como me olhas, como, muito raramente, me apertas.
O que mais me confunde é saber que, na improbabilidade de leres isto, nunca perceberias que é de ti que falo.
Monday, 25 February 2008
Saturday, 23 February 2008
stau
Nem tinha reparado em ti. We're just too busy, always making predictions, never make an exception to the rules. Why do we fight? Faz tudo sentido, de repente. The calling of time. Don't you remind me of someone? Tem até piada. Está tudo mesmo à frente dos nossos olhos, como uma bela banda sonora. You and I, up all night. Why do we fight at all?
Sim, fazes-me lembrar de alguém. De mim própria.
Acreditar que quando se fecha uma janela, abre-se uma porta. Nem é muito difícil, mas não é algo que se possa realmente contabilizar na prática. Pode, assim, qualquer fortúnio com uma pitada de mérito próprio, ganhar estatuto de contrapartida de uma antiga situação injusta que picou o ponto do lado do "mau". E a divisão em parcelas seria também muito complicada... Para simplificar, numa de reter expectativas, espero que se fechem muitas janelas até sequer lembrar de porta. Pelo seguro. Ou então o clássico golpe de karate.
Sim, fazes-me lembrar de alguém. De mim própria.
Acreditar que quando se fecha uma janela, abre-se uma porta. Nem é muito difícil, mas não é algo que se possa realmente contabilizar na prática. Pode, assim, qualquer fortúnio com uma pitada de mérito próprio, ganhar estatuto de contrapartida de uma antiga situação injusta que picou o ponto do lado do "mau". E a divisão em parcelas seria também muito complicada... Para simplificar, numa de reter expectativas, espero que se fechem muitas janelas até sequer lembrar de porta. Pelo seguro. Ou então o clássico golpe de karate.
Sunday, 17 February 2008
mariana
Primeira coisa a fazer quando se acorda: tomar banho e vestir, mesmo que não haja planos de saída de casa. Acabo de descobrir que, para mim, é imprescindível. O simples toque do pijama encaminha-me para um mar ainda de sonhos, do qual é tentador não sair. Obviamente, tal como nos sonhos compridos, quando começa a prolongar-se no tempo, acaba por transformar-se em pesadelo. Daí que seja absolutamente necessário tomar banho e vestir.
Impulsos inesperados preenchem alguns espaços vazios, mesmo quando vindos de alguém que nunca ocupará esse espaço. Mas acabam sempre por ficar, para mais tarde recordar, num dia de frio interior ou de fervilhar de emoções, de tal modo que perdemos a cabeça e nos lembramos de dar o real significado às coisas, no momento exacto em que precisamos. E, no reverso da medalha, afinal aquele beijo na testa poderá ter sido mais importante do que tinha parecido.
Não me leve a mal, me leve apenas a andar por aí...
Impulsos inesperados preenchem alguns espaços vazios, mesmo quando vindos de alguém que nunca ocupará esse espaço. Mas acabam sempre por ficar, para mais tarde recordar, num dia de frio interior ou de fervilhar de emoções, de tal modo que perdemos a cabeça e nos lembramos de dar o real significado às coisas, no momento exacto em que precisamos. E, no reverso da medalha, afinal aquele beijo na testa poderá ter sido mais importante do que tinha parecido.
Não me leve a mal, me leve apenas a andar por aí...
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