Saturday, 19 April 2008

tecnologias

Os dias passam, passam sempre. Não sei porque continuo aqui, parece que nem a terra gira, nem eu me mexo o suficiente para ser notada alguma diferença. Só o vento faz mover alguma coisa, as árvores, a chuva que cai e dói. Mas, olho para fora e todo o resto permanece tão estático que impressiona. Tudo o que não é natureza acaba por ficar estático, dando um nó na evolução sustentada que nos pressiona e que, no fundo, faz desta vida, a nossa. Condição humana. Destruir o natural e transformá-lo em material, objecto, últil e já virtual. Suprimir necessidades e superá-las para criar novas necessidades e novos meios de as alcançar. Nada faz sentido quando acordo triste e chove. Chove porque nos sentimos tristes, ou esta melancolia de alicerce virá da chuva?
O mais engraçado é que sei que passa (o amanhã ou o logo à noite costumam obrigar-me a isso) e até rio por saber que amanhã vai chover e eu, de facto, vou esperar por esse dia para me sentir melhor. Os prédios não parecerão assim pesados, aliás, os prédios passar-me-ão completamente ao lado! Vou cantar no carro em russian english e com a voz falsete de sempre, vai ser óptima aquela viagem acompanhada da chiadeira dos limpa pára-brisas sem meio termo. É, amanhã, se acordar relativamente cedo, vai ser um dia engraçado.

Tuesday, 1 April 2008

mix

bibliotecas silenciosas, chover sobre a água, a fase sim do chocolate, alfazemas, rir das próprias piadas antes de qualquer pessoa, toquio mental, camisolas muito quentes, sade, dormir na praia debaixo do guarda sol como quando éramos putos, carpintaria, desenhos animados e bd, o som do meu drive, puxadores, abraços de manhã, 2004, o moreirense, a banda sonora de cada amigo, saab, juntar os headphones e colar, uma caneta nova, gf, nadar mergulhados no mar com os olhos fechados e sentir que nada nos prende, domingo igual a sofá e filmes, se você disse que eu desafino amor, lareiras, dias muito cheios, mochila às costas e bambora, um bom livro, uma casa para voltar, eu e files na circunvalação, a quinta estação do japão, pendentes, cadbury's mint crisp, extravasar, a sensação de que nada nos falta, sarava