Que dia triste. Uma estrada de cinza vazia de tudo e de todos. Sinto que não tenho conteúdo, no entanto, é esse mesmo que me derruba, faz de mim coluna oca que se sustenta por obra e graça de algo num patamar acima e abaixo desta, completamente indiferentes e alheios e, porém, numa dependência sem agradecimento. É ingrato, de facto.
Irónico este meu modo de existência por picos, tem até um quê de cómico, para quem os conhece. Acredito que alguém a quem esta insconstância apanhe de surpresa, tenha uma súbita necessidade de fugir a sete pés, talvez até correr um bocadinho, quem sabe. Há dias e dias, compreendo perfeitamente. Eu cá só me lembro de existirem DIAS e dias.
Fico danada por não conseguir mostrar o que quero, quando quero. No fundo está cá tudo. Parece que prego partidas a mim própria e - dependendo do grau de à vontade, derivado de uma data de contextos, estados de espírito e conhecimento dos sujeitos em causa, vezes O DIA - adquiro aquilo que sai no momento. Pior, por mais que o tempo passe, as minha tentativas de contornar a situação falham constantemente e, o castigo por tentar, parece ser um aumento exponencial desta dádiva! Obrigadinha.
Monday, 15 September 2008
Monday, 8 September 2008
para todos os gostos
Prefiro essa metamorfose, não suficientemente forte para me arrancar desta cidade. Efeito sismo que abala e, sobre os escombros, a vontade que tudo volte a ser como antes, antes da ideia de que a realidade poderia muito bem mudar para melhor. Empenho-me para aquilo que sei conseguir alcançar. Grande idiota, não aprendeste nada na escola? Mas é verdade, conheço algumas das minha limitações mas habituei-me, desde sempre, a não perder muito tempo em dissecá-las, não por preguiça, sim por saber que o que vem é negro, não por desinteresse, sim por conforto, talvez insegurança. Defeitos.
Às vezes prefiro a qualidade ao defeito. Embora a qualidade intimide, o defeito diz quem somos, o que devemos ao mundo, o mundo aponta os defeitos e não deixa ao esquecimento. Para qualidades existem prémios. Os defeitos não precisam, desses todos se lembram sem cábula.
Nunca consigo escolher uma estação do ano. Gosto que sejam efémeras, que se vão e que voltem depressa porque já sinto falta e, aí sim, as prefiro mais que tudo.
Às vezes prefiro a qualidade ao defeito. Embora a qualidade intimide, o defeito diz quem somos, o que devemos ao mundo, o mundo aponta os defeitos e não deixa ao esquecimento. Para qualidades existem prémios. Os defeitos não precisam, desses todos se lembram sem cábula.
Nunca consigo escolher uma estação do ano. Gosto que sejam efémeras, que se vão e que voltem depressa porque já sinto falta e, aí sim, as prefiro mais que tudo.
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