E se o hoje recuasse uns quantos meses e me surpreendesse com um dia esquecido por aí? Se, um dia de sol, se adivinhasse como o primeiro de tantos outros que já vivi, tantos outros que desperdicei com preguiça e tarefas sem sentido, labirintos de nada em que traço objectivos e procuro a saída com fortuna. É que "labirinto" vem de entranhas, dos intestinos, de nós próprios, portanto, de algo que desconhecemos mas que nos dá forma e metabolismo, contorcido numa cavidade aparentemente simples ao observador mais atento - o abdómen. De facto, se não nos conhecemos ao certo, para quê a aventura por caminhos flamejados com sorte de principiante? Maior do que qualquer dúvida ou dor de cabeça, aliada à incapacidade mirrada de entender o outro, entender aquela acção - nem tanto as palavras - será a eterna busca do que realmente nos vai por dentro.
Dias de folga, porque não? Afinal, está por nossa conta aquilo que queremos receber no fim, a paga divina ou inocente, não cambiável em géneros e afins.
Onde fica o outro lado do mundo? O outro lado do meu mundo és tu. E não é só um dia perdido nos muitos. Mas, como será de esperar, à medida que o meu mundo cresce, vou esquecendo e sendo afastada dessa parte oposta ao lugar onde vivo.
Saturday, 14 June 2008
Tuesday, 3 June 2008
downtown
Adorei a fresca realidade de que as cores poderão ser vistas de modo diferente por cada um de nós. Assim, o que poderá contradizer o facto de as pessoas mais cabisbaixas verem as cores mais escuras? Ou que a palete de cores das pessoas com constante brilho interior nao se cinja ao verde amarelo azul e vermelho, bem vivos. E quando aponto para um dálmata, quem me diz que, ao meu lado, não existe alguém que aponta para um cão azul pintalgado de rosa choque?
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