Saturday, 19 April 2008

tecnologias

Os dias passam, passam sempre. Não sei porque continuo aqui, parece que nem a terra gira, nem eu me mexo o suficiente para ser notada alguma diferença. Só o vento faz mover alguma coisa, as árvores, a chuva que cai e dói. Mas, olho para fora e todo o resto permanece tão estático que impressiona. Tudo o que não é natureza acaba por ficar estático, dando um nó na evolução sustentada que nos pressiona e que, no fundo, faz desta vida, a nossa. Condição humana. Destruir o natural e transformá-lo em material, objecto, últil e já virtual. Suprimir necessidades e superá-las para criar novas necessidades e novos meios de as alcançar. Nada faz sentido quando acordo triste e chove. Chove porque nos sentimos tristes, ou esta melancolia de alicerce virá da chuva?
O mais engraçado é que sei que passa (o amanhã ou o logo à noite costumam obrigar-me a isso) e até rio por saber que amanhã vai chover e eu, de facto, vou esperar por esse dia para me sentir melhor. Os prédios não parecerão assim pesados, aliás, os prédios passar-me-ão completamente ao lado! Vou cantar no carro em russian english e com a voz falsete de sempre, vai ser óptima aquela viagem acompanhada da chiadeira dos limpa pára-brisas sem meio termo. É, amanhã, se acordar relativamente cedo, vai ser um dia engraçado.

1 comment:

Anonymous said...
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