Ficou um punho que me aperta o coração até adormecer, com o desconhecimento de como será quando acordar. Como será? Para já - fiquei sozinha - sinto falta do corpo, dos passos e dos sons a que tão rapidamente me habituei, mesmo aqueles irritantes que normalmente só os outros ouvem. Gosto de te ter comigo, fazes rapidamente parte de mim e deixas-me sozinha, o que é irreparável.
Engraçado como, no dia a dia, tanta gente por nós passa, tantos bom-dias, tantas despedidas de 5 minutos, até já's, volte sempre's, até nunca. E imaginar a capacidade simples que algumas pessoas têm de nos deixar de mãos a abanar com um simples "ciao". Mesmo quando é de conhecimento geral que existirá um retorno, fica a agonia desses 28 dias que restam. Esse período transforma-se numa vida, em que o 28 é o dia da morte do período e, portanto, o dia de maior sofrimento.
Monday, 22 June 2009
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