As saudades matam-se ou esfolam-se?
Será melhor cortar o mal pela raíz ou adoptar uma longa e penosa tortura?
Matá-las como quem lança uma seta contra uma nuvem - ao estilo cupido - ou, então, envenená-las com uma caixa azul de ben-u-rons. Tirar peça por peça, todos os pedaços de saudade existentes nesse corpo de formas mutáveis, até compreender que mesmo a forma de átomo dá comichão.
Mantê-las vivas? Nunca! Nunca? Alimentar também não. Manter uma rédea? Feita de quê, exagerada auto-estima? Isso é possível? Passaríamos, certamente, a sentir saudades de nós próprios, péssima reputação no Mundo.
Então, como?
Por agora, apetece-me andar de mãos dadas.
Friday, 11 September 2009
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