Não será nunca despropositado ou alarmante dizer-se que não se está satisfeito. Não, não chega. Não, não gostei. E principalmente sim, a culpa é tua.
Mas claro que a culpa não será tua. Aliás, a culpa será sempre, primariamente, minha, por te ter deixado falhar ou, por outro lado, por ter esperado que saltasses por cima dela e me escondesses do mau que tem culpa. Só o bem, que nunca cai do céu, mas que não se questiona.
Agora o que me intriga mesmo é a capacidade de um dia acordar e ser tudo óptimo, positivo, com boas perspectivas. E, talvez até nessa mesma tarde, o céu fechar e desatarmos aos pontapés às pedras do chão. Que direito tem a palpitação de balançar assim conosco? E de desbalançar? A questão é: como manter um estado de espírito por vontade própria?
Tuesday, 27 November 2007
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